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| (Foto: EFE/EPA/OLIVIER MATTHYS - EFE/EPA/WILL OLIVER / POOL) |
A França anunciou, nesta quinta-feira (5), que autorizou aviões dos Estados Unidos a utilizarem suas bases no Oriente Médio, em meio à campanha de ataques contra o Irã, justificando a medida como uma contribuição para a proteção de seus parceiros na região.
Fontes do Estado-Maior do Exército francês confirmaram à Agência EFE a informação, revelada inicialmente pela rede “LCI”, destacando que a autorização, concedida “no âmbito das relações com os Estados Unidos”, tem caráter “temporário”.
As fontes, que não quiseram detalhar em quais bases as aeronaves americanas irão operar, ressaltaram que a decisão foi tomada “com o objetivo de proteger nossos parceiros” no Oriente Médio.
Por outro lado, a ministra da Defesa francesa, Catherine Vautrin, indicou nesta quinta, em entrevista à emissora “RTL” que, desde o início da guerra no último fim de semana, o país enviou seis caças Rafale adicionais aos que já estavam destacados em suas bases nos Emirados Árabes Unidos.
Nos Emirados, duas bases nas quais há militares franceses foram alvo de ataques iranianos no início da semana, mas Vautrin enfatizou que “não há certeza” de que o alvo fossem as forças francesas, uma vez que as instalações também são utilizadas pelo Exército local.
De qualquer forma, a ministra recordou que não houve mortos nem feridos nessas ofensivas e que as bases estão totalmente operacionais.
Sobre o destacamento militar francês, explicou que o porta-aviões Charles de Gaulle, que estava no Báltico, chegará ao Mediterrâneo “no final desta semana ou no início da próxima” para uma missão de segurança marítima em zona não revelada. Junto ao porta-aviões, também foram mobilizadas as fragatas Provence, Forbin e Languedoc.
A França criticou os Estados Unidos e Israel por iniciarem os ataques contra o Irã à margem da legalidade internacional, mas ressaltou que a responsabilidade final pelo que está ocorrendo é do Irã, por ter violado durante anos as normas internacionais com seus programas de armamento nuclear e balístico, além do apoio a movimentos terroristas na região.
As prioridades francesas diante do conflito, além de proteger os 400 mil cidadãos do país no Oriente Médio, são apoiar parceiros “injustamente atacados pelo regime iraniano” e restabelecer a circulação nas rotas marítimas, para o que propôs a criação de uma coalizão.
*EFE






