Leila Pereira ia parar na CPMI, mas Gilmar Mendes entrou em cena

 

(Fotos: Reprodução/Band // Gustavo Moreno/STF)
 

Em entrevista ao programa Pleno Time desta terça-feira (31), o senador Izalci Lucas (PL-DF) falou sobre o encerramento da CPMI do INSS, marcada por controvérsias, acusações de blindagem política e críticas ao papel do Judiciário.

Segundo o parlamentar, apesar de evidências que indicariam fraudes contra aposentados e pensionistas, a comissão não conseguiu avançar em responsabilizações mais amplas. Ele atribuiu isso a uma articulação entre a base governista e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

– Bem, primeiro a gente fica indignado, não só o fato de ter terminado a CPMI, mas principalmente pelas ações, tanto do Supremo Tribunal Federal quanto aqui da base de governo, da blindagem – afirmou.

Para o senador, houve um movimento deliberado para impedir que a investigação alcançasse “os tubarões”, como classificou os principais responsáveis pelos desvios.

– Essa CPMI é muito meritória, mesmo não tendo um relatório aprovado. A gente conseguiu dar transparência. Hoje a população sabe como tudo aconteceu e quem são os responsáveis – disse.

Izalci também destacou que ao menos 14 pessoas foram presas ao longo das investigações.

Um dos principais pontos de crítica foi a dificuldade de convocar testemunhas consideradas chave. O senador citou diretamente a atuação de ministros do STF em decisões que teriam permitido a ausência de depoentes.

Entre os casos, destacou o da empresária Leila Pereira, presidente do Palmeiras, ligada à empresa Crefisa. Segundo Izalci, após sucessivos adiamentos, ela recorreu ao Supremo e obteve decisões favoráveis.

– Quando chegou na data, ela vai no Gilmar Mendes, e o ministro dá uma possibilidade de vir ou não aqui na CPMI – afirmou.

O senador também mencionou decisão anterior do ministro Flávio Dino no mesmo contexto.

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*Pleno.News